Após assistir ao jogo do Brasil, mulher se envolve em confusão em condomínio e acaba presa
Uma mulher de 23 anos foi presa em flagrante na noite de sexta-feira (19), em um condomínio localizado na Avenida Antônio Frederico Ozanan, na Ponte São João, em Jundiaí, após ser acusada de agredir o próprio filho, de apenas 6 anos. O caso também resultou em acusações de violência doméstica, desacato e recusa em fornecer dados de identificação.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados via COPOM para atender uma desinteligência entre moradores. Ao chegarem ao local, conversaram com o segurança do condomínio, que relatou que a confusão envolvia uma mulher, o companheira dela, o filho e um motorista de aplicativo.
De acordo com os relatos, o motorista havia levado a família até o condomínio após uma corrida iniciada em uma lanchonete da região, onde a família teria assistido a partida da seleção.
Durante o trajeto, a mulher teria se irritado com o motorista. Já em frente ao prédio, ela teria iniciado uma discussão e puxado o filho de forma brusca.
A mãe da criança afirmou aos policiais que viu a mulher dar um tapa no braço do menino. A agressão teria ocorrido diante de testemunhas. Após o tapa, a criança começou a chorar intensamente.
O segurança do condomínio tentou intervir e levou o menino para dentro da portaria para protegê-lo. Nesse momento, a mãe da criança começou a discutir com o segurança e deixou o local antes da chegada da polícia.
Pouco tempo depois, os policiais conseguiram localizar a suspeita nas proximidades do condomínio. Durante a abordagem, ela teria se recusado a fornecer seus dados de identificação e passou a ofender os agentes, chamando-os de “policiais arrombados”, conforme consta no boletim.
Ainda segundo o registro policial, a mulher resistiu à prisão, sendo necessário o uso de algemas para contê-la. Ela foi encaminhada ao Plantão Policial de Jundiaí junto com as demais partes envolvidas.
A criança apresentava dores no braço e chorava constantemente. O caso foi registrado como lesão corporal em contexto de violência doméstica e familiar contra menor de 14 anos, violência doméstica, desacato e recusa de dados sobre a própria identidade.
Na análise da autoridade policial, os depoimentos dos policiais, da mãe da criança e das testemunhas indicaram a existência de agressão física contra o menino, consistente em um tapa no braço que causou dor. Também foi destacado que a investigada desacatou os policiais durante a ocorrência e se recusou a fornecer informações de identificação quando legalmente exigidas.
Diante dos fatos, a delegada responsável decretou a prisão em flagrante da mulher pelos crimes de lesão corporal qualificada em contexto de violência doméstica e familiar contra criança menor de 14 anos, violência doméstica, desacato e recusa de identificação, em concurso de crimes.
Após os procedimentos de polícia judiciária, a mulher foi encaminhada ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista, onde a presa permaneceu à disposição da Justiça.


