Mulher é mordida, tem cabelo arrancado e relata tentativa de feminicídio; marido foi preso em flagrante

 

Uma mulher viveu momentos de terror na manhã desta segunda-feira (22), em Várzea Paulista. Segundo a Polícia Militar, ela foi agredida pelo próprio marido dentro de casa, sofreu mordidas, teve parte do cabelo arrancada e ainda foi ameaçada com uma faca.

A ocorrência aconteceu por volta das 7h20. Policiais militares (cabo Amorim e soldado De Maria), foram acionados pelo COPOM para atender uma denúncia de violência doméstica.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima do lado de fora da residência, chorando e bastante abalada. Ela apresentava ferimentos no braço direito causados por mordidas profundas, falhas no cabelo e relatava ter recebido pancadas na cabeça.

A mulher contou aos PMs que havia sido agredida pelo marido e que ele a ameaçou com uma faca. Segundo o relato, o homem permaneceu dentro da casa com o filho do casal, um bebê de colo, e se recusava a entregá-lo.

Diante da gravidade da situação, os policiais solicitaram apoio. A equipe, formada pelos soldados Nakamura e Moura, também foi até o local. Como os agentes ouviam o choro da criança vindo de dentro da residência e temiam que algo mais grave pudesse estar acontecendo, decidiram entrar no imóvel.

No interior da casa, os policiais encontraram o suspeito em um dos quartos, acompanhado de uma parente e com o bebê nos braços. Ele foi abordado, revistado e detido pelas equipes.

A vítima foi encaminhada para atendimento médico na UPA de Várzea Paulista. Como não tinha com quem deixar a criança, levou o bebê junto. Posteriormente, recebeu apoio da assistente social, que auxiliou nos procedimentos necessários para que ela pudesse seguir até a delegacia.

O homem foi conduzido ao Distrito Policial de Jundiaí, onde a ocorrência foi apresentada à delegada Dr. Rafaela Aparecida Acedo. Após analisar o caso, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante.

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito poderá responder por lesão corporal no contexto da Lei Maria da Penha e também por tentativa de feminicídio, devido à violência empregada durante as agressões.

A ocorrência contou ainda com o apoio do Comando de Força DEJEM, sob coordenação da tenente Maria Eduarda, e do CGP III, comandado pelo 1º sargento Rafael Pereira e cabo Amilton.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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