Homem que matou o próprio pai é condenado novamente, desta vez a 37 anos por homicídio e duas tentativas
Na última quinta-feira o Tribunal do Júri da Comarca de Jundiaí condenou Guilherme de Oliveira Paltrinieri, pela prática de homicídio duplamente qualificado consumado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima) e por duas tentativas de homicídio nas mesmas condições, cometidos em julho de 2025.
A pena fixada foi de 37 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
Segundo os autos, o réu esfaqueou três pessoas em situação de rua no centro de Jundiaí, após um desentendimento anterior com o grupo. Uma das vítimas, Claudio Bastos Junior, morreu no local; as outras duas sobreviveram graças a atendimento médico de urgência.
A defesa sustentou as teses de legítima defesa e, subsidiariamente, de homicídio privilegiado. O Conselho de Sentença rejeitou integralmente ambas, reconhecendo a autoria, a materialidade e as duas qualificadoras da denúncia.
O caso ganha contornos ainda mais graves por se tratar do segundo julgamento do réu perante o Tribunal do Júri em pouco mais de um ano: em junho de 2025, ele havia sido condenado por matar o próprio pai, ocasião em que o Conselho de Sentença reconheceu o privilégio do art. 121, §1º, do Código Penal e fixou pena de apenas 4 anos em regime aberto. Poucos dias após deixar o sistema prisional, cometeu o crime agora julgado.
Procurado, o Ministério Público informou que irá recorrer para o aumento da pena.


