Adeildo corta benefício da Guarda Municipal para iniciar 2026 com economia

O prefeito Adeildo Nogueira (PL) decidiu iniciar 2026 com medidas de contenção de gastos e, para isso, encerrou 2025 retirando dos servidores municipais a tradicional dobra do Cartão Alimentação no mês de dezembro.

Segundo fontes ligadas ao Executivo, a administração entende que não há necessidade de manter o pagamento adicional, considerando a medida um gasto desnecessário aos cofres públicos.

Os servidores (guardas municipais, professores, entre outros), no entanto, afirmam que a decisão impacta diretamente o mês de maior pressão sobre o orçamento familiar e contrasta com o discurso oficial de valorização do funcionalismo público adotado pela própria gestão.

Diante da retirada do benefício, os servidores recorreram à Câmara Municipal. O que inicialmente era tratado como um procedimento administrativo do Executivo passou a exigir intervenção do Legislativo. Um projeto de lei em tramitação altera o artigo 3º da Lei nº 2.477/2021 para garantir, de forma expressa, uma carga adicional do Cartão Alimentação em dezembro, no mesmo valor mensal vigente, caracterizada como gratificação natalina.

O ponto central da discussão é técnico e consta no próprio texto do projeto: não há criação de nova despesa. A gratificação já possuía previsão orçamentária, dotação específica e respaldo em termos de prorrogação contratual. O recurso estava previsto e a base legal existia. O que deixou de ocorrer foi a decisão política do prefeito de manter o benefício.

O projeto é de autoria do vereador Leandro Bizetto (PSDB) e conta com o apoio dos parlamentares Tonico (União Brasil), Adriano Benedetti (PSDB), Cleber do Esporte (Republicanos), João Pintor (PSD) e Junior Itiban (PT). Os vereadores sugerem que o Executivo busque alternativas para cortes de gastos, como a redução de cargos comissionados ou outras despesas administrativas, em vez de surpreender os servidores com a retirada de um benefício já consolidado.

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