Após eliminação da Seleção, homem agride companheira grávida com coleira de cachorro e acaba preso

Uma mulher grávida de aproximadamente cinco meses foi vítima de uma violenta agressão na noite deste domingo (5), no bairro Vianelo, em Jundiaí. Segundo o boletim de ocorrência, o companheiro a atacou com uma coleira de cachorro após os dois retornarem de um bar onde assistiam ao jogo da Seleção Brasileira. O homem foi preso em flagrante pela Guarda Municipal.

De acordo com o registro policial, equipes da Guarda Municipal foram acionadas para atender uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegarem ao local, encontraram a vítima em frente à casa de uma vizinha, bastante abalada. Ela contou que havia ido com o companheiro a um estabelecimento para assistir à partida da Seleção Brasileira e que ele consumiu bebida alcoólica em quantidade suficiente para apresentar sinais de embriaguez.

Ainda conforme o boletim, ao chegarem em casa, o homem pegou uma coleira de cachorro e começou a agredir a mulher, dizendo: “Isso é o que você merece”. A vítima afirmou que foi atingida ao menos três vezes nas costas com o objeto. Os guardas constataram diversos hematomas compatíveis com as agressões.

A mulher conseguiu escapar da residência e correu para a casa de uma vizinha, de onde pediu ajuda. Ela contou ainda aos agentes que está grávida de cerca de cinco meses e que o agressor é o pai da criança.

A vítima também relatou que, por causa da intensidade das agressões, sofreu perda involuntária de urina. Apesar das dores e dos hematomas nas costas, ela não apresentava sangramentos no momento da ocorrência.

Durante a abordagem, o suspeito negou as agressões e alegou que a companheira estava mentindo. No entanto, diante das lesões constatadas, do relato da vítima e dos demais elementos reunidos pela Guarda Municipal, ele recebeu voz de prisão em flagrante.

A Polícia Civil ratificou a prisão pelos crimes de lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica. Conforme o boletim de ocorrência, o investigado já possui outras passagens policiais por violência doméstica, fator que foi considerado pela autoridade policial ao representar pela manutenção da prisão, diante do risco à integridade física e psicológica da vítima.

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