Dois advogados e corretor são presos em operação contra fraude na apropriação de imóveis

Uma operação conjunta da Polícia Militar e do Ministério Público de São Paulo prendeu três pessoas nesta quinta-feira (13), em Campinas, durante uma investigação sobre um suposto esquema criminoso para se apropriar fraudulentamente de imóveis de terceiros.

A Operação Dominus foi deflagrada pelo 1º e 10º BAEP, em conjunto com o GAECO – Núcleo Piracicaba. Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e profissionais.

Entre os alvos estão dois advogados e um corretor de imóveis.

Segundo as investigações, o grupo utilizava documentos falsos e pessoas em situação de vulnerabilidade, chamadas de “laranjas”, para tentar dar aparência de legalidade à tomada de imóveis. Os documentos seriam produzidos em nome dessas pessoas, que, segundo a apuração, muitas vezes não tinham conhecimento do conteúdo.

O esquema também envolveria o ajuizamento de ações judiciais, como processos de usucapião e despejo, para tentar transferir a posse ou a propriedade dos imóveis. A investigação aponta ainda para a manipulação de cadastros públicos e de concessionárias de serviços.

Os investigadores também apuram relatos de intimidação contra proprietários e possuidores legítimos para evitar que eles oferecessem resistência durante os processos.

De acordo com a polícia, cada integrante teria uma função definida. O corretor seria responsável por identificar os imóveis e localizar pessoas vulneráveis para serem utilizadas como interpostas pessoas. Já os advogados seriam responsáveis por conduzir as ações judiciais utilizadas para dar aparência de legalidade ao esquema.

Há ainda informação de que testemunhas teriam recebido vantagens para apresentar versões favoráveis aos envolvidos durante processos judiciais.

Durante a operação, foram apreendidos documentos, celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos. O material será analisado para identificar possíveis novos envolvidos e outras pessoas que possam ter sido vítimas do esquema.

Os investigados poderão responder, em tese, por crimes como falsificação de documentos, falsidade ideológica, uso de documento falso, estelionato, fraude processual, ameaça, extorsão e associação criminosa. A investigação continua.

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