Invasão ao Jayme Cintra ganha novo capítulo após pedido do Ministério Público

A investigação sobre a invasão e os atos de vandalismo registrados no Estádio Dr. Jayme Cintra, em Jundiaí, ganhou um novo capítulo. Após a Polícia Civil instaurar um inquérito para apurar o caso, o Ministério Público de São Paulo solicitou novas diligências para complementar as investigações.

O caso aconteceu na tarde do dia 1º de março, cerca de 40 minutos após o empate em 2 a 2 entre Paulista de Jundiaí e Associação Atlética Francana. Segundo a Polícia Militar, integrantes da torcida organizada Raça Tricolor teriam invadido uma área restrita do estádio destinada à diretoria, jogadores e funcionários do clube.

De acordo com o inquérito conduzido pelo 3º Distrito Policial de Jundiaí, os torcedores teriam arrombado portas, quebrado vidros e causado danos ao patrimônio do Paulista Futebol Clube, além de intimidar jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes.

Seis suspeitos foram identificados e conduzidos ao Plantão Policial. Eles passaram a ser investigados por crimes relacionados a dano qualificado e invasão de área restrita em evento esportivo, conforme prevê a Lei Geral do Esporte.

Nos documentos obtidos pela reportagem, o promotor de Justiça entendeu que ainda existem pontos a serem esclarecidos antes da conclusão do inquérito. Por isso, solicitou o retorno do procedimento à Polícia Civil para a realização de novas diligências.

Entre os pedidos do Ministério Público estão a juntada do laudo pericial que ainda não constava nos autos, uma nova oitiva do representante do Paulista Futebol Clube para detalhar as ameaças e a violência relatadas, além da apresentação de uma estimativa dos prejuízos causados pelos danos ao estádio.

O MP também pediu que jogadores e integrantes da comissão técnica sejam identificados e ouvidos para esclarecer o que ocorreu durante a invasão e relatar possíveis ameaças feitas pelos investigados.

Após cumprir as determinações do Ministério Público, a Polícia Civil informou ao Judiciário que as diligências foram realizadas, incluindo a juntada do laudo pericial e dos depoimentos solicitados.

O caso segue em análise e caberá ao Ministério Público decidir se apresentará denúncia à Justiça ou se solicitará novas medidas investigativas.

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