Justiça mantém prisão de professor e dois amigos presos em laboratório clandestino com mais de 500 pés de maconha

A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante dos três envolvidos detidos pela Polícia Militar após a descoberta de uma estrutura clandestina de cultivo e processamento de Cannabis em uma chácara de Itupeva. Entre os presos está um professor e dois amigos.

A ocorrência foi registrada na terça-feira (25), após a Polícia Militar receber denúncias anônimas sobre possível comércio de drogas no imóvel. Ao chegarem ao local, os policiais sentiram forte odor de maconha e encontraram os três envolvidos na propriedade.

Segundo o registro policial, os suspeitos afirmaram integrar uma organização voltada à produção de óleo medicinal de Cannabis e apresentaram documentos judiciais relacionados ao cultivo para fins terapêuticos. Durante a fiscalização, porém, os policiais encontraram 571 pés de Cannabis, além de grande quantidade de material e uma estrutura destinada ao processamento e extração de derivados da droga.

Entre os materiais apreendidos estavam 5,165 kg de Cannabis, 10 litros de extrato, 151 extratos sublinguais, 19 óleos, oito pomadas, nove galões de estimulantes, além de raízes e outros materiais.

De acordo com o registro, uma associada da entidade teria informado aos policiais que os extratos eram comercializados no local por R$ 370 a unidade.

Após a prisão em flagrante, os três passaram por audiência de custódia nesta quarta-feira (26). Na decisão, a Justiça homologou o flagrante e converteu a prisão dos três em prisão preventiva, determinando que permanecessem presos.

A decisão considerou a quantidade e a variedade do material apreendido, além da estrutura encontrada no imóvel, apontando a existência de elementos que, neste momento, indicam possível prática de tráfico e associação para o tráfico de drogas.

Os três permanecem à disposição da Justiça.

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