O Tribunal do Júri de Jundiaí condenou Lucas Gonçalo dos Santos a 20 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato de Renan Sposito Miossi, morto por estrangulamento em abril de 2024. O julgamento foi realizado nesta semana no Fórum de Jundiaí.
O Conselho de Sentença reconheceu que o réu praticou homicídio qualificado por motivo fútil e meio cruel, além dos crimes de ocultação de cadáver e furto. A sentença foi proferida pela juíza Patrícia Cayres Mariotti Cappi.
De acordo com a decisão judicial, Lucas deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado. A Justiça também negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou a execução imediata da pena.
Durante o julgamento, o promotor de Justiça Dr. Jandir Moura Torres Neto sustentou a condenação pelas qualificadoras apresentadas na denúncia. Segundo consta na sentença, a vítima foi encontrada em avançado estado de decomposição e com as mãos amarradas, circunstâncias consideradas agravantes no cálculo da pena.
Além da condenação criminal, a Justiça fixou indenização mínima de R$ 100 mil aos herdeiros da vítima.
Segundo as investigações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, Lucas trabalhava como massagista e conhecia Renan havia cerca de 20 dias. Em depoimento, ele confessou o crime e alegou que estava sob efeito de drogas quando “perdeu a cabeça”. O laudo pericial confirmou que a morte ocorreu por estrangulamento.
O caso começou a ser esclarecido após o carro utilizado pela vítima ser encontrado pela Polícia Militar em Cabreúva. Dias depois, o corpo de Renan foi localizado dentro de uma casa alugada recentemente por Lucas, em Jundiaí.
Na época, o proprietário do imóvel e vizinhos relataram forte odor vindo da residência, situação que levantou suspeitas e levou à descoberta do cadáver.
Lucas havia alugado a casa no início de abril junto com a namorada e começou a levar objetos pessoais ao imóvel dias antes do crime. Ele foi preso pela Polícia Militar em 17 de abril de 2024 e encaminhado à DIG de Jundiaí.
Segundo informações apuradas pela reportagem, o promotor Dr. Jandir Moura Torres Neto pretende recorrer da sentença para pedir o aumento da pena aplicada ao condenado.