A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da 1ª DIG – DEIC de Campinas, deflagrou nesta data a Operação Fênix, com o objetivo de combater a comercialização irregular de motopeças e a revenda ilegal de motocicletas oriundas de leilão.
A ação contou com o apoio de agentes do DETRAN e teve como foco a fiscalização de estabelecimentos credenciados e não credenciados. Ao todo, cinco locais foram vistoriados. Em um deles, conhecido como “Galpão Motos”, os policiais encontraram diversas irregularidades.
Segundo apurado, o estabelecimento funcionava como oficina mecânica, porém realizava o comércio de peças usadas sem autorização do DETRAN. Além disso, foram identificadas práticas suspeitas como a compra de motocicletas de leilão por meio de empresas de outros estados, sem vínculo com o local, e a posterior reforma e revenda desses veículos como se estivessem em condições regulares de circulação.
Durante a operação, foram apreendidas 39 motocicletas, em diferentes estágios — desde veículos íntegros até unidades em desmanche ou em processo de recuperação — além de diversas peças sem identificação e sem a etiquetagem obrigatória.
Notas fiscais apresentadas no local indicavam empresas de Minas Gerais e da Bahia como arrematantes dos veículos, o que levantou ainda mais suspeitas sobre o esquema.
Diante das irregularidades, o responsável pelo estabelecimento foi preso em flagrante e conduzido ao DEIC de Campinas. A prisão foi ratificada pela autoridade policial, o delegado Marcel Fehr, com apoio do delegado assistente Luiz Fernando Dias de Oliveira, com base em crimes previstos no Código Penal e na legislação contra a ordem tributária.
Ainda de acordo com a investigação, o local não possuía credenciamento junto ao DETRAN, e motocicletas destinadas ao desmanche estavam sendo ilegalmente recuperadas e colocadas novamente à venda.
Foram apreendidos veículos, documentos e o aparelho celular do investigado. A perícia técnica foi requisitada e o suspeito permaneceu à disposição da Justiça, sem direito à fiança.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.