A Polícia Civil do Tocantins, por meio da DEIC (Divisão Especializada de Investigações Criminais), com apoio da Polícia Civil de São Paulo, esteve nesta quinta-feira (10) na Santa Casa de Itatiba, no interior paulista, durante uma investigação que apura um suposto esquema envolvendo a instituição de saúde e a Prefeitura de Palmas, no Tocantins.
A investigação está relacionada à terceirização da gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas, em um contrato com duração prevista de um ano e valor próximo de R$ 140 milhões — aproximadamente R$ 139 milhões.
Segundo as investigações, três pessoas, que estão presas desde junho, são apontadas como principais suspeitas de terem articulado a estrutura do suposto esquema. O inquérito da Polícia Civil foi concluído em 20 de junho, com dez pessoas indiciadas.
Entre os crimes investigados estão desvio de dinheiro público, corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Em 27 de junho, os investigados foram denunciados pelo Ministério Público e passaram à condição de réus em uma ação penal.
Contrato foi suspenso
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o contrato após apontar indícios de irregularidades e questionar a existência de vantagem econômica para o município de Palmas.
O órgão determinou que a Prefeitura reassuma a gestão das UPAs dentro de 60 dias, com a obrigação de garantir a continuidade do atendimento à população.
A presença das polícias Civil do Tocantins e de São Paulo na Santa Casa de Itatiba faz parte das diligências relacionadas ao caso. As equipes realizam buscas e levantamentos para auxiliar no avanço das investigações.
O caso segue sob investigação, e os envolvidos são considerados suspeitos até eventual decisão judicial definitiva.