Policiais negociam por uma hora para conter homem que ameaçava familiares em Jundiaí

Um homem foi preso em flagrante na noite de terça-feira (20), após ameaçar a companheira e a enteada, de 17 anos, com uma faca, em uma residência na região do Rio Acima, em Jundiaí. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, incluindo a Força Tática, e exigiu cerca de uma hora de negociação.

Segundo o boletim de ocorrência, a equipe foi acionada para atender a uma denúncia de violência doméstica. No local, a adolescente relatou que já havia sido ameaçada e agredida pelo padrasto em outras ocasiões. Naquela noite, após consumir bebida alcoólica, ele teria voltado a ameaçá-la e também intimidado a companheira com uma faca.

Ao chegarem à residência, os policiais tentaram conversar com o homem, que estava dentro do imóvel. Durante a abordagem, ele passou a ameaçar os agentes, afirmando que atiraria contra eles caso tentassem entrar na casa. O homem também alegou ser militar veterano do Exército e disse possuir uma arma de fogo.

Diante da gravidade da situação, a área foi cercada e equipes de apoio foram acionadas. Durante as negociações, que se estenderam por aproximadamente 60 minutos, o homem voltou a ameaçar os policiais e chegou a afirmar que tiraria a própria vida.

Os agentes mantiveram o diálogo para evitar uma intervenção forçada. Conforme o registro policial, o homem chegou a condicionar sua rendição à presença da companheira nas proximidades da residência. Após as exigências serem discutidas dentro dos limites de segurança, ele saiu espontaneamente do imóvel e se entregou.

Durante a ocorrência, os policiais constataram que ele não possuía arma de fogo e que havia apenas simulado estar armado para tentar impedir a entrada da equipe. A faca utilizada nas ameaças foi localizada na cozinha e apreendida.

O homem foi encaminhado ao Plantão Policial de Jundiaí, onde a prisão em flagrante foi formalizada pelos crimes de ameaça no contexto de violência doméstica e resistência. A autoridade policial também representou pela prisão preventiva do investigado.

As vítimas não apresentavam lesões aparentes e recusaram atendimento médico. O caso seguirá sob responsabilidade da Polícia Civil.

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