Após matar motociclista, Renan tem contrato rescindido com Palmeiras e Bragantino por justa causa

Palmeiras e o Red Bull Bragantino rescindiram nesta terça-feira, 2, os respectivos contratos com o zagueiro Renan, que responde em liberdade por homicídio culposo, após o atropelamento que causou a morte do motociclista Eliezer Pena, de 38 anos, no último dia 22. Os clubes justificam “justa causa” para antecipar o fim dos vínculos com o atleta de 20 anos. Ele estava emprestado até 31 de dezembro à equipe de Bragança Paulista e tinha vínculo com o Verdão até 2025.

Apesar da decisão, o término antecipado do contrato ainda não foi oficializado com a publicação no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF. O desejo dos clubes de não seguir com o jogador esbarrava apenas na viabilização judicial.

O caso aconteceu na altura do km 47 da Rodovia Alkindar Monteiro Junqueira, em Bragança. O atleta foi detido, mas saiu da prisão após passar por audiência de custódia, com o pagamento de 242 mil reais de fiança.

Segundo informações da Polícia Civil, Renan apresentava sinais de embriaguez, se recusou a fazer o teste do bafômetro e não possuía habilitação – a permissão para dirigir estava suspensa. De acordo com informações do site G1, o veículo acumulava 24 multas de trânsito em menos de um ano, sendo 18 infrações por excesso de velocidade.

O jogador de 20 anos, cria da base do Palmeiras desde os 11, foi emprestado ao clube de Bragança em abril até o fim deste ano, e realizou somente oito jogos pela equipe.

Por meio de sua assessoria, Renan confirmou que foi comunicado na última sexta da rescisão pelo Bragantino e, um dia depois, com o Palmeiras.

A nota diz que “o atleta está concentrado em sua defesa e na tentativa de retomar a sua carreira, e refuta qualquer descumprimento de contrato, tanto em relação ao Red Bull, como em relação ao Palmeiras”.

Via Placar