Com livros doados, grupo de Várzea Paulista incentiva crianças a ler

Desde 2013, o projeto Semente da Vida, de Várzea Paulista, atende famílias em condições de pobreza, por meio de doações de alimentos. No último ano, o grupo de voluntários passou por um desafio ainda maior: dar sustento para famílias em meio à pandemia.

Outra preocupação do grupo foi com as crianças, por estarem sem acesso à educação – as escolas permanecem fechadas. Diante deste cenário, o grupo desenvolveu uma atividade de incentivo à leitura. Além dos alimentos, o projeto doa livros para os pequenos. “Fome não é só de alimento, é de conhecimento também. Essa iniciativa é voltada para crianças que, geralmente, não possuem celulares ou notebooks para seguirem com estudos on-line na pandemia”, explica a presidente da Semente da Vida, Elaine Aguiar, de 35 anos.

No ato da entrega dos livros e dos alimentos, os voluntários pedem aos responsáveis para que eles façam, juntos, um resumo simples para incentivar a escrita. O resultado tem sido bem positivo para Elaine, que tem recebido vídeos das crianças no momento da leitura.

A Semente da Vida busca ajudar famílias de forma imediata. “Às vezes, a pessoa procura um órgão da prefeitura e o atendimento demora. Nós entendemos que a fome ela não espera”, ressalta a presidente do projeto. Na pandemia, a logística mudou, mas os esforços continuaram. “Começamos a receber muitos pedidos de ajuda. Para nós, está sendo bem desafiador mas fazemos com que todas as doações cheguem em segurança para as famílias”, completa. Os responsáveis seguem cumprindo todas as medidas sanitárias para proteger os voluntários e as famílias.

“A importância desse projeto é atender as famílias para que elas não morram de fome, literalmente. Parece até um pouco apelativo, mas não é. Tem famílias que sobrevivem apenas com a ajuda da Semente da Vida”, conclui Elaine.

O projeto foi uma idealização das irmãs Elaine Aguiar e Janaína Aguiar e dos esposos, Wellington Baltazar e David Nunes, respectivamente, após Elaine notar no ambiente de trabalho que não era possível atender todas as famílias por meio das políticas públicas. Hoje conta com ajuda dos voluntários Patricia, Alex, Veridiana e Fabíola, que retiram as doações quando são comunicados. O espaço não tem sede física e os pontos de arrecadação são as residências dos envolvidos.

Como ajudar?

Os voluntários vão até as casas e recebem doações de todos os tipos, como alimentos, roupas, sapatos e móveis. “As pessoas também podem fazer a doação em dinheiro. Passamos o número da conta corrente e a pessoa faz a doação. Com o dinheiro, compramos alimentos em atacado e distribuímos”, ressalta.

Todos os itens são destinados às famílias de baixa renda das cidades de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, no segundo domingo de cada mês. O projeto é contínuo, portanto, não tem prazo para doação.

Quem tiver interesse em participar da iniciativa, basta entrar em contato pelo WhatsApp no número (11) 97558-5278. O projeto também está no Facebook e Instagram.

Informações Tribuna de Jundiaí

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