Da Cunha é demitido da Polícia Civil após polêmicas com “vídeo fake” de ocorrência

Da Cunha é demitido da Polícia Civil após polêmicas com “vídeo fake” de ocorrência

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), determinou a demissão do deputado federal Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha, dos quadros da Polícia Civil. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (3), após um processo administrativo disciplinar.

Da Cunha recebeu a punição de demissão a bem do serviço público. Segundo o governo, foram consideradas procedentes acusações relacionadas à revelação intencional de informações sigilosas obtidas em razão do cargo e à prática de ato previsto em lei como improbidade.

O delegado ficou conhecido nacionalmente pelos vídeos de operações policiais publicados nas redes sociais e, em 2022, foi eleito deputado federal. Antes disso, porém, já enfrentava problemas dentro da corporação.

Em 2020, Da Cunha foi acusado de obrigar uma vítima de sequestro e um criminoso a retornarem a um antigo cativeiro para reencenar uma ocorrência policial que seria gravada em vídeo. O episódio ficou conhecido pela polêmica envolvendo uma suposta “reprodução” da ação. Da Cunha admitiu ter produzido a reconstituição, mas o processo relacionado ao caso foi arquivado pela Justiça em 2024.

Em 2021, ele também foi afastado das ruas, teve a arma e o distintivo recolhidos e passou a ser investigado pela Corregedoria por suspeitas envolvendo o uso da estrutura da Polícia Civil em gravações para as redes sociais. Na época, pediu licença não remunerada.

Já como deputado, Da Cunha se tornou réu em um processo envolvendo violência doméstica contra a ex-companheira. Ele nega as acusações.

Até o momento, o parlamentar não havia sido localizado para comentar a decisão do governo.

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