DIG desarticula criação clandestina ligada à rinha de galos em Louveira

A Polícia Civil, por meio da equipe Apolo III da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, cumpriu na tarde desta quarta-feira (11) um mandado de busca e apreensão em uma propriedade localizada na Estrada Municipal Rio Acima, na zona rural de Louveira. A ação integra investigação que apura crimes ambientais e associação criminosa.

Durante a diligência, os policiais localizaram 155 galos combatentes mantidos no local, além de 20 aves silvestres — entre elas canários-da-terra, trinca-ferros e coleirinhas — em situação irregular. Também foram apreendidos objetos associados à prática de rinha, como esporas postiças, seringas, anilhas, lacres, cadernos com anotações, fitas de vídeo relacionadas ao preparo das aves para combate e aparelhos celulares. Todo o material foi recolhido e encaminhado para perícia.

O responsável pela propriedade foi encontrado no local e acompanhou o cumprimento do mandado. Ele apresentou versões consideradas contraditórias e afirmou que a criação das aves seria um “hobby de infância”, negando a realização de rinhas. No entanto, as evidências encontradas, incluindo anotações com referências a combates entre aves, reforçam a suspeita de que o espaço era utilizado para a prática organizada da atividade ilegal.

Diante dos elementos colhidos, foi instaurado inquérito policial para apurar os crimes previstos nos artigos 29 e 32 da Lei de Crimes Ambientais — referentes à manutenção irregular de fauna silvestre e maus-tratos — além do crime de associação criminosa, previsto no artigo 288 do Código Penal.

Segundo os delegados Roberto Souza Camargo Junior e José Ricardo Arruda Marchetti, da DIG de Jundiaí, as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e apurar a eventual existência de uma rede estruturada voltada à exploração e comercialização de galos de combate.

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