Mulher que matou ex-marido e ex-sogra é considerada incapaz de responder criminalmente, decide júri

Screenshot

A mulher julgada pela morte do ex-companheiro e da mãe dele, em Várzea Paulista (SP), foi considerada inimputável pelos jurados durante o júri popular realizado nesta quarta-feira (23).

Com a decisão, a mulher não será responsabilizada criminalmente da mesma forma que uma pessoa considerada imputável. Ela será internada em uma clínica psiquiátrica, conforme determinação judicial, para receber acompanhamento e tratamento adequado.

O caso aconteceu em março de 2025, no Jardim das Palmeiras. A mulher era acusada de matar o ex-companheiro, Gilvan Barbosa Silva, e, dias depois, atrair a mãe dele, Maria Telma Barbosa, para a residência.

Segundo a investigação, ela teria utilizado o celular do ex-companheiro para enviar mensagens à ex-sogra e fazer com que ela fosse até o imóvel.

Ainda conforme o inquérito, Maria Telma teria sido inicialmente atingida com uma arma de choque e, depois, esfaqueada. A investigação também apontou que a mulher teria tentado colocar fogo na residência na tentativa de ocultar os corpos.

Uma testemunha percebeu o início do incêndio e acionou a polícia. Quando os agentes chegaram ao imóvel, encontraram os dois corpos dentro da residência. A mulher foi presa em flagrante.

Durante as investigações, a perícia recolheu diversos objetos que poderiam ajudar na apuração do caso, entre eles uma faca, celulares e um notebook.

Decisão do júri

Durante o julgamento, os jurados analisaram a condição mental da mulher e decidiram que ela era inimputável no momento dos crimes.

Por conta da decisão, em vez de uma pena de prisão comum, ela será encaminhada para internação em uma clínica psiquiátrica, onde deverá permanecer sob acompanhamento especializado, conforme a determinação da Justiça.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. OK Leia +