Prefeitura de Campo Limpo Paulista deixa Guardas Municipais sem munição suficiente no dia a dia

A Guarda Municipal de Campo Limpo Paulista, há anos reconhecida como referência no combate à criminalidade, enfrenta uma situação delicada em 2026. A redução no fornecimento de munições para os agentes tem gerado preocupação dentro da corporação e levantado questionamentos sobre as condições de trabalho.

Atualmente, todos os guardas municipais são obrigados a passar por testes de aptidão em estande de tiro, procedimento padrão em corporações armadas. Durante a avaliação, os agentes realizam cerca de 20 disparos para comprovar que estão aptos a portar o armamento no serviço diário. A fiscalização é feita pela Polícia Federal, e o não cumprimento da exigência pode resultar em punições ao guarda.

No serviço operacional, cada agente atua com aproximadamente 46 munições, distribuídas em três carregadores: um acoplado à arma e dois sobressalentes. Tradicionalmente, tanto as munições utilizadas no treinamento quanto as do dia a dia eram fornecidas pela Prefeitura.

Neste ano, porém, os guardas foram informados de que o município não irá disponibilizar munições. Com isso, na prática, os agentes passarão a trabalhar apenas com o carregador acoplado à arma e meio carregador adicional, reduzindo significativamente a capacidade operacional durante o patrulhamento.

Embora a legislação não obrigue a Prefeitura a fornecer munições, o apoio ao treinamento e à estrutura operacional é uma prática comum em corporações de segurança em todo o país. Guardas ouvidos relatam preocupação com a medida, principalmente diante de situações de risco real, em que o uso do armamento pode ser decisivo para preservar a própria vida e a de cidadãos.

A redução do material levanta questionamentos sobre a segurança oferecida aos agentes e, consequentemente, à população atendida pela Guarda Municipal de Campo Limpo Paulista.

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