Prefeitura quer pagar R$ 2,4 mil por post para redes sociais; novo contrato pode chegar a R$ 2,2 milhões por ano

A Prefeitura de Campo Limpo Paulista está no centro de uma polêmica envolvendo a contratação de uma agência de publicidade para um contrato estimado em R$ 2,2 milhões por ano.

A controvérsia começou após a administração municipal desclassificar a agência MR Tempo, que havia apresentado a proposta mais vantajosa na Concorrência nº 004/2025, e manter na disputa uma empresa com custo até 2,5 vezes maior em alguns serviços.

Segundo documentos do processo, a MR Tempo ofereceu desconto de 80% sobre a tabela oficial Sinapro-SP, enquanto a agência Muganga apresentou desconto de 50%. Na soma entre nota técnica e preço, a MR Tempo terminou em primeiro lugar.

Mesmo assim, a empresa acabou eliminada após a concorrente alegar que o desconto oferecido seria “inexequível”, ou seja, inviável para execução do serviço.

A MR Tempo contesta a decisão e afirma que já ter mantido contratos semelhantes com outros órgãos públicos utilizando descontos iguais ou até superiores, incluindo a Prefeitura de Salto e SEMAE de São José do Rio Preto.

Um dos pontos que mais chama atenção é a diferença de valores entre as propostas. Conforme os documentos apresentados, um único post para redes sociais custaria cerca de R$ 997 pela MR Tempo, enquanto o mesmo serviço sairia por aproximadamente R$ 2.492 com a agência mantida pela prefeitura.

Em uma projeção anual com publicações frequentes, a diferença pode ultrapassar R$ 500 mil somente em conteúdo digital. Considerando o contrato completo, o impacto estimado pode chegar a R$ 1,3 milhão por ano.

A Comissão de Licitações e a Secretaria de Administração sustentam que os contratos apresentados pela MR Tempo não comprovariam experiência em comunicação digital. Já a empresa afirma que o próprio edital previa serviços digitais e que sua proposta técnica foi aprovada sem ressalvas pela própria prefeitura.

O caso agora está sendo analisado pela Justiça por meio de um Mandado de Segurança.

Até o momento, a Prefeitura de Campo Limpo Paulista ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

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